A primeira missão projetada para caçar um meteorito que caiu no oceano descobriu agora o que podem ser pequenos fragmentos da crosta do meteorito, dizem os pesquisadores.
Em 7 de março, três estações meteorológicas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) detectaram a queda de um meteorito a cerca de 25 km da costa do estado de Washington. "A queda foi amplamente vista em torno de áreas locais e amplamente ouvida em torno de áreas locais - ela veio com estrondos sônicos altos", disse Marc Fries, curador de poeira cósmica da NASA, à Live Science.
Fries estimado que esta queda pode render cerca de 4.400 libras. (2.000 quilos) de meteoritos. Ele também calculou que o maior meteorito pode pesar cerca de 9,7 lbs. (4,4 kg) e têm um diâmetro de cerca de 5 polegadas (12 centímetros). [ Bater! As crateras de impacto 10 Maior na Terra ]
"Esta é a maior queda de meteoritos que eu já vi em mais de 20 anos de dados de radar", disse Fries.
Os detalhes que os cientistas tinham sobre a queda sugeriram que o meteorito era extraordinariamente forte, disse Fries. Esse conhecimento, em combinação com o fato de o meteorito ter pousado em um leito marinho macio em oposição à terra seca, sugeriu que essa queda oceânica poderia produzir meteoritos grandes e relativamente intactos para os cientistas estudarem.
Até agora, os cientistas nunca haviam intencionalmente recuperado um meteorito do oceano, disse Fries. No passado, pesquisadores descobriram acidentalmente alguns meteoritos de amostras de perfuração tiradas do fundo do mar, observou ele. No entanto, este último esforço é a "primeira busca intencional de meteoritos do oceano", disse Fries.
A Ocean Exploration Trust, uma organização sem fins lucrativos de pesquisa científica, trabalhou com cientistas do Santuário Marinho Nacional da Costa Olímpica da NOAA, da NASA e da Universidade de Washington para localizar quaisquer meteoritos a partir deste outono.
Em 1º de julho, o Navio de Exploração Nautilus investigou cerca de 1 quilômetro quadrado de água no Santuário Marinho Nacional da Costa Olímpica, localizado na costa do estado de Washington, navegando cerca de 100 metros acima do fundo do mar. O navio usou o sonar multifeixe para mapear o fundo do mar, mas a equipe "não viu realmente nenhuma assinatura de meteorito , qualquer mudança na textura do fundo do mar", disse Nicole Raineault, líder da expedição e vice-presidente da sonda. Exploração e operações científicas no Ocean Exploration Trust, disse Live Science.
Em 2 de julho, os cientistas implantaram dois submarinos de controle remoto - o Hércules e o Argus - para investigar o fundo do mar . Se os pesquisadores viram algo interessante através das câmeras desses veículos operados remotamente, eles direcionaram os robôs para pegá-los usando ímãs ou uma bomba de sucção.
Os pesquisadores não detectaram nenhum meteorito, pois o fundo do mar era muito mole, "e com toda a probabilidade, qualquer meteorito afundou no fundo do mar", disse Fries.
No entanto, depois de retornar ao laboratório e passar 6 horas analisando sedimentos, a equipe identificou o que pareciam ser fragmentos de meteoritos na última amostra que haviam coletado, disse Fries. "Até agora, vemos dois pequenos fragmentos", disse ele.
"Os fragmentos de meteorito são pequenos pedaços de rocha derretidos", disse Fries. Cada um com cerca de 2 a 3 milímetros [0,08 a 0.12 polegadas] de largura, eles provavelmente vieram "do lado de fora de um meteorito. Quando um meteoro entra na atmosfera , ele acumula o que é chamado de fusão -" você tem o derretimento da rocha, que reveste a rocha como cerâmica esmalte ", disse ele.
A razão pela qual Fries acha que esses fragmentos são da recente queda de meteoritos é que eles são "basicamente feitos de vidro, e esses materiais vítreos derretidos não tendem a durar muito na água do mar". Além disso, esses fragmentos "pareciam ter vindo de um pequeno buraco no fundo do mar", disse Fries. "É alguma evidência de que eles vieram de algo que caiu."
Agora, Fries e seus colegas analisarão esses fragmentos no laboratório para ver do que são feitos. "Se eles são de origem meteórica, podemos dizer que tipo de meteorito eles vieram", disse ele.
Fragmentos de meteorito menores adicionais podem se esconder no sedimento que os pesquisadores coletaram. "Nós lidamos regularmente com manchas nuas no olho", disse Fries. "Podemos lidar com coisas menores."
Não há planos para retornar ao local para obter mais fragmentos de meteoritos, mas, disse Fries, "certamente não me importaria em ir".
Milhares de pinturas rupestres estiveram ocultas por anos na Colômbia. A densa selva amazônica do departamento de Guaviare protege um tesouro antropológico nos platôs do Parque Natural Chiribiquete e na cordilheira La Lindosa
Estas montanhas são decoradas com desenhos feitos há pelo menos 12 mil anos por povos amazônicos, e pesquisadores puderam enfim analisar os registros graças ao acordo de paz feito em 2016 com os ex-guerrilheiros das Farc
"Somos parte da população que o processo de paz beneficiou. Esta região, que era o epicentro da guerra na Colômbia, passou por uma transformação importante, pois não há mais tantas pessoas armadas por aqui", diz Ernesto Montenegro, diretor do Instituto Colombiano de Antropologia e História
A guerra no interior da Colômbia impediu por anos que os murais fossem estudados. Antes de sua dissolução, as Farc exerciam autoridade na região do Guaviare, que também é área de cultivo e fabricação de cocaína
A guerrilha é hoje um partido político e alguns dissidentes, que ainda operam na região, parecem não ligar para o estudo do patrimônio cultural desconhecido
"Ainda há muito por descobrir. Há muitas regiões nas quais nem se sabe se há algo para descobrir ou não", diz Céline Valadeau, antropóloga do Instituto Francês de Estudos Andinos
É impossível saber com precisão a data das pinturas, pois não foram feitas com componentes orgânicos.
A tinta usada é uma mistura mineral rica em manganês que fica laranja quando oxida
O parque, que possui os 70 mil pictogramas, é candidato a se tornar Patrimônio Mundial da Unesco
Diante das mudanças climáticas, do desmatamento e da perda da biodiversidade, criar uma versão sustentável da nossa civilização é uma das tarefas mais urgentes da humanidade.
Mas, quando decidimos encarar esse desafio imenso, raramente nos fazemos aquela que pode ser a questão mais crucial de todas: Como saber se a sustentabilidade é mesmo possível?
Os astrônomos já fizeram um inventário considerável de planetas fora do Sistema Solar e tem havido muita discussão em torno dos exoplanetas habitáveis e das possíveis civilizações extraterrestres.
A pergunta a seguir é: Existem planetas com civilizações sustentáveis? Ou todas as civilizações que surgiram no cosmos duraram apenas alguns poucos milênios antes de sucumbir nas próprias mudanças climáticas que desencadearam?
Estas foram as perguntas levantadas por uma equipe formada por Adam Frank e Jonathan Nellenback (Universidade de Rochester - EUA), Marina Alberti (Universidade de Washington - EUA) e Axel Kleidon (Instituto Max Planck de Biogeoquímica - Alemanha).
E eles se propuseram a dar os primeiros passos para respondê-las adotando o que chamam de uma "perspectiva astrobiológica".
Contexto cósmico
A equipe justifica sua abordagem argumentando que as discussões sobre as mudanças climáticas raramente ocorrem nesse contexto mais amplo, que leva em conta a probabilidade de que esta pode não ser a primeira vez na história cósmica que um planeta e sua biosfera evoluíram para algo parecido com o que criamos na Terra.
"O ponto é reconhecer que a mudança climática pode ser algo genérico," explica Frank. "As leis da física exigem que qualquer população jovem, construindo uma civilização intensiva em energia como a nossa, vai receber feedback do seu planeta. Ver a mudança climática nesse contexto cósmico pode nos dar uma melhor visão do que está acontecendo conosco agora e como lidar com isso."
À medida que a população de uma civilização cresce, ela usa mais e mais recursos. Ao consumir os recursos, a civilização muda as condições do planeta. Em suma, civilizações e planetas não evoluem separadamente um do outro, eles evoluem interdependentemente. E o destino da civilização depende de como os recursos do planeta são usados.
Pensando em civilizações e planetas - incluindo exoplanetas e civilizações alienígenas - como um todo, os pesquisadores acreditam ser possível prever melhor o que pode ser necessário para o projeto humano de fazer com que sua civilização sobreviva. "Se não somos a primeira civilização do universo, isso significa que provavelmente haverá regras sobre como o destino de uma civilização jovem como a nossa progride," disse Frank.
Para ilustrar como os sistemas planeta-civilização coevoluem, Frank e seus colegas desenvolveram um modelo matemático para mostrar caminhos pelos quais uma população tecnologicamente avançada e seu planeta poderiam se desenvolver juntos.
Usando seu modelo matemático, a equipe chegou a quatro cenários que podem ocorrer em um sistema planeta-civilização:
Sucumbir
A população e o estado do planeta (indicado por algo como sua temperatura média) aumentam muito rapidamente. Eventualmente a população atinge seu pico e declina rapidamente à medida que a temperatura planetária crescente torna as condições de sobrevivência mais difíceis. Finalmente alcança-se um nível populacional estável, que é apenas uma fração da população no seu pico. "Imagine se 7 em cada 10 pessoas que você conhece morressem rapidamente," detalha Frank. "Não está claro se uma civilização tecnológica complexa poderia sobreviver a esse tipo de mudança."
Sustentabilidade
A população e a temperatura aumentam, mas acabam chegando a valores estáveis sem nenhum efeito catastrófico. Este cenário ocorre nos modelos em que a população reconhece que está tendo um efeito negativo no planeta e migra de recursos de alto impacto - o petróleo é um bom exemplo - para recursos de baixo impacto - como a energia solar.
Colapso sem mudança de recursos
A população e a temperatura aumentam rapidamente, até que a população atinge um pico e cai de forma drástica. Nesses modelos, a civilização entra em colapso, embora não esteja claro se a espécie é completamente extinta.
Colapso com mudança de recursos
A população e a temperatura aumentam, mas a população reconhece que está causando um problema e muda de recursos de alto impacto para recursos de baixo impacto. As coisas parecem se estabilizar por um tempo, mas a resposta acaba chegando tarde demais, e a população entra em colapso de qualquer maneira.
Exemplo da Ilha de Páscoa
Os pesquisadores construíram seus modelos baseando-se, em parte, em estudos de casos de civilizações extintas, como os habitantes da Ilha de Páscoa. Os dados disponíveis indicam que o ser humano começou a colonizar a ilha entre 400 e 700 da nossa era, e atingiram uma população de pico de 10.000 habitantes em algum momento entre 1.200 e 1.500. No século XVIII, no entanto, os habitantes haviam esgotado seus recursos e a população caiu drasticamente para cerca de 2.000 pessoas.
A extinção da civilização da Ilha de Páscoa está relacionada a um conceito chamado capacidade de carga, ou o número máximo de espécies que um ambiente pode suportar. "Se você passar por uma mudança climática realmente forte, sua capacidade de carga pode diminuir, porque, por exemplo, a agricultura em grande escala pode ser fortemente prejudicada. Nós não poderíamos cultivar alimentos e nossa população diminuiria," detalha Frank.
Será que o mesmo irá acontecer conosco em escala planetária? A resposta a essa questão dependerá dos caminhos escolhidos - tudo o que os modelos construídos pela equipe fazem é mostrar possibilidades. "Esses modelos mostram que não podemos simplesmente pensar em uma população evoluindo por conta própria. Temos que pensar em nossos planetas e civilizações coevoluindo," conclui Frank.
A equipe pretende agora desenvolver modelos mais detalhados dos modos pelas quais os planetas podem se comportar quando uma civilização consome energia de qualquer forma para crescer.
Estruturas megalíticas encontradas em muitos lugares ao redor do mundo tem gerado, nos poucos anos relativos de existência da arqueologia, controvérsias sobre como foram erguidos.
Os arqueólogos convencionais, que rejeitam a possibilidade de avançadas civilizações terem existido em um passado remoto insistem que estas construções foram feitas com ferramentas primitivas e força bruta.
Algumas destas estruturas ou partes delas, de fato, podem ter sido realizadas assim; porém, a maioria dos engenheiros, especialistas, consideram a tarefa, em termos primitivos, humanamente muito difícil ou mesmo improvável, mesmo nos dias que correm, com o auxílio das mais sofisticadas tecnologias disponíveis. A magnitude dos blocos de pedra é tal que muitos cientistas cogitam se não teriam sido deslocados por meio de alguma "tecnologia da levitação".
Ollantaytambo e Sacsayhuaman, duas fortalezas situadas nos Andes peruanos, consistem em ciclópicas paredes constituídas de blocos de pedra poligonal perfeitamente encaixados, alguns pesando 120 toneladas ou mais.
Os blocos usados em Ollantaytambo foram transportados de uma pedreira localizada no topo de uma outra montanha, há 11 km de distância de terreno acidentado, passando por canion com 305 metros de altura de pura rocha na vertical!
As ruínas de Tiahuanaco (Tiwanaku), próximas ao lago Titicaca, na Bolívia, são encontrados blocos de 100 toneladas que foram transportados por 50 km. Os nativos locais, índios Aymara, contam que o complexo foi construído no "começo dos tempos" pelo deus-fundador da civilização, Viracocha e seus seguidores, que fizeram as pedras "viajar através do ar ao som de uma trombeta ou clarim".
Outra versão diz que foi usado um "fogo do céu" que tornava as enormes tão leves que podiam ser manuseadas como se fossem de cortiça! Na tradição dos Maias, o complexo de Uxmal, na península de Yucatan foi construído por uma raça de anões que podiam mover as pedras emitindo um zunido, um silvo, como assobio.
Lendas sobre um poder oculto empregado para transportar e encaixar blocos de pedra são um "fato mítico" universal. Na Micronésia, a tradição diz que a cidade megalítica de Nal Madol, ilha de Pohnpei, foi construída pelos deuses-reis Olosopa e Olosipa, que usaram poderes mágicos para fazer pedras enormes "voar pelo céu como pássaros".
Na ilha da Páscoa, os gigantes de pedra, os Moais, muitos dos quais tem a altura de um prédio de três andares, teriam sido sustentados e movidos por magos ou sacerdotes que usaram mana - o poder da mente para fazer as pedras "andarem e flutuarem no ar".
Historiadores da Grécia antiga contam que as paredes da antiga cidade de Tebas foram construídas por Anfião, filho de Júpiter, que moveu rochas monumentais com "a música de sua harpa": pedras e animais seguiam Anfião encantados com a música.
Em outra versão: Quando ele tocava sua lira de ouro, o som límpido e alto comoveu duas pedras grandiosas, que seguiram seus passos. Mas'di, historiador árabe do século X (anos 900) relata que, para construir as pirâmides os egípcios inseriam um papiro entre os blocos e, então, tocavam um instrumento produzindo um "som" que fazia as pedras se erguerem no ar 86 metros!
Os feitos dos construtores egípcios causam espanto aos investigadores ortodoxos que não podem admitir que a levitação tenha sido empregada. A cobertura da Câmara do Rei, na Grande Pirâmide (Gizé), encaixada há 61 m de altura, consiste em uma enorme viga de granito pesando mais de 70 toneladas.
Os maiores templos do platô, dois próximos à Esfinge, e aqueles ao lado da segunda e da terceira pirâmide possuem blocos de calcário gigantescos pesando entre 50 e 200 toneladas ajustados uns em cima dos outros. O maior tem 9 metros de comprimento (profundidade), 3,6 metros de largura e 3,6 de altura. Atualmente, poucos guindastes no mundo são capazes de erguer objetos de 12 toneladas ou mais.
BAALBEK
Os maiores blocos de pedra usados em uma estrutura feita pelo homem encontram-se na antiga plataforma do templo romano de Júpiter, em Baalbek ("cidade de Baal"), Líbano. O templo foi erguido sobre ruínas muito mais antigas, cananitas outras ainda mais velhas, edificadas por uma cultura completamente desconhecida.
A lendas e crenças populares relacionam Baalbek ao rei hebreu Salomão, filho de Davi, a quem são atribuídas façanhas extraordinárias. Baalbeck teria sido construída por meio de magia, erguida por djins, gênios, comandados por Salomão. Outra versão diz que o templo mais antigo foi construído por Salomão para a "rainha do sul", chamada Belkis, filha de faraó e identificada como a bíblica e misteriosa rainha de Sabá.
A plataforma de base é encaixada em uma bem conservada e ciclópica parede. Três pedras colossais, conhecidas como Trilithon, pesando 1.000 cada uma, encaixam-se tão perfeitamente que nem uma faca pode ser introduzida entre elas. Na pedreira, situada a meio quilômetro de Baalbek, existe um quarto bloco, pesando cerca de 1.200 toneladas. Este bloco começou a ser cortado porém, o trabalho foi interrompido por alguma razão desconhecida.
Entre Baalbek e a pedreira não há sinal de estrada, rampas nem qualquer inscrição que forneça alguma informação sobre como a plataforma foi construída.
A lenda árabe diz que a primeira cidadela de Baalbek foi construída antes do Dilúvio e reconstruída por uma raça de gigantes. O historiador fenício Sanchoniatho relata que a primeira cidade do Líbano foi Biblos, fundada pelo deus Ouranus, que edificou as ciclópicas estruturas com seu poder de fazer moverem-se as pedras como tivessem vida própria.
LEVITAÇÃO: OS MONGES TIBETANOS
Nos anos de 1950, o engenheiro suíço Henry Kjellson registrou as experiências de dois viajantes que teriam testemunhado demonstrações de tecnologia "sônica" no Tibet.
Visitando um monastério tibetano situado ao sul de Lhasa, capital do país, o sueco Dr. Jarl, foi levado a um prado onde havia um enorme penhasco. Cerca de 250 metros acima da face do penhasco havia a entrada de uma caverna na frente da qual existia uma beirada, terraço onde os monges estavam construindo uma parede de pedra.
Meio enterrada no solo, a 250 m do penhasco estava uma grande rocha em formato circular. Esta pedra tinha 1,5 m de comprimento, 1 m de largura e 1 m de profundidade.
Os monges com 19 instrumentos musicais, 13 tambores e 6 trombetas dispuseram-se na linha de um arco em uma angulação de 90°, a 63 metros de distância da grande pedra...
Um dos monges começou a cantar e tocar um pequeno tambor no que foi seguido pelos outros instrumentos. Outros duzentos monges também se dispunham ordenadamente atrás do arco dos músicos.
Em quatro minutos, a pedra começou a mover-se, oscilando, até que flutuou e começou a seguir na direção da borda do penhasco até que "pousou" no lugar determinado. O trabalho continuou movendo entre 5 e 6 pedras por hora. O papel dos 200 monges que secundavam os instrumentistas não ficou claro mas, ao que pareceu, eles estavam ali concentrados em um tipo coordenado de psicocinese.
A segunda testemunha foi o austríaco Linauer que viveu durante algum tempo em um mosteiro tibetano nos anos de 1930. Ele viu a demonstração do poder de dois curiosos instrumentos que anulavam o peso dos objeto se, por conseguinte, anulavam a força da gravidade.
O primeiro era um gongo extremamente largo, com 3,5 m de diâmetro, composto de um circulo central recoberto por um ouro muito leve, seguido de um anel de puro ferro e, finalmente, um anel de latão extremamente duro. Quando tocado, o gongo produzia um som muito baixo, suave e de curta duração, cessando quase imediatamente depois do toque.
O segundo instrumento também era composto de três diferentes metais. Era um instrumento de cordas. Tinha forma de uma meia concha medindo 2 m de comprimento e 1 m de largura.
As cordas eram esticadas longitudinalmente sobre a cavidade, do centro. As cordas emitiam uma ressonância inaudível ao toque do gongo. Os dois instrumentos eram usados em conjunto com um par de telas largas dispostas como lados de um triângulo.
Ao vibrar do gongo, tocado seguidamente com um bastão, produzindo som de baixa freqüência, um monge conseguia erguer um enorme bloco de pedra usando apenas uma das mãos.
Linauer foi informado que, deste modo, os ancestrais daqueles monges haviam construído os gigantescos muros que circundam o Tibete e aqueles instrumentos também tinham o poder de desintegrar a matéria física.
Keely & Leedskalnin:
John Ernst Worrell Keely (1827-1898), de Filadélfia, foi um pesquisador dos segredos do som. Passou 50 anos de sua vida desenvolvendo e aperfeiçoando inventos que usavam a força simpatética vibratória ou força etérica para fazer levitar objetos.
Suas demonstrações em laboratório impressionaram cientistas e curiosos. Keely queria produzir sua "máquina" em escala comercial mas o projeto não vingou porque o invento de Keely somente funcionava em conjunto com as peculiares vibrações do próprio corpo do operador; ou seja, não era suficiente ter a máquina, era preciso "treinar" operadores em uma habilidade que Keely possuía mas não sabia como, porquê, de que tipo era ou como desenvolver a faculdade em outras pessoas, técnica que, ao que parece, foi bastante conhecida entre os monges tibetanos.
Mais recentemente, Edward Leedskalnin afirmava conhecer o segredo da construção das pirâmides e de outros megalitos. Ele viveu em um palácio chamado Coral Castle, próximo a Miami, Flórida. O castelo foi construído pelo próprio Leedskalnin com gigantescos blocos de coral pesando mais de 30 toneladas.
LEVITACAO HUMANA
Existem registros de ao menos 200 casos de levitação entre religiosos cristãos, grande parte deles canonizados (santos). O fenômeno, muitas vezes testemunhado por inúmeras pessoas, quase sempre involuntário, acontecia durante o êxtase místico das orações e da meditação. No século XVI, Santa Teresa D'Ávila levitou diante de testemunhas em diversas ocasiões.
Outras freiras tentavam trazer Santa Teresa de volta ao chão mas os esforços eram inúteis. Também o franciscano do século XVII, São José de Copertino, levitava durante os ofícios religiosos. Durante 35 anos ele foi impedido de freqüentar as missas e celebrações públicas. O prodígio de Copertino fez com que o Duque Brunsmick abandonasse o luteranismo convertendo-se ao cristianismo católico depois de testemunhar o "vôo" de são Copertino.
Os anais do século XIX contêm muitas referências à levitação de pessoas bem como de mesas, cadeiras e outros objetos, que pareciam, simplesmente, ter "perdido" o peso. O médium Daniel Douglas Home foi um famoso "levitador". Sua primeira levitação ocorreu em agosto de 1852, quando, subitamente, ele foi alçado ao ar. O próprio Home fico assustado e emocionado. O fenômeno se repetiu e logo, Home conseguia se erguer do chão até o teto de um aposento. Com o tempo, Home dominou a levitação e levitava quando queria.
O "mágico" Harry Kellar conta que 1870, durante uma viagem pelo mundo, viu um curandeiro zulu (África) flutuar durante um transe. Em 1882, Kellar conseguiu realizar a mesma proeza com o auxílio do médium William Egliton que, não somente levitou como levou consigo Kellar, agarrado ao seu pé.
A médium italiana Eusapia Palladino não só levitava com produzia o efeito contrário: ao invés "suprimir o peso" de um objeto, como uma mesa ou um baú, tornando-o tão pesado que ninguém podia movê-lo.
Os poderes paranormais de Eusapia foram investigados por cientistas europeus no século XX. Camille Flamarion, astrônomo francês, depois de testemunhar os feitos da médium declarou que a levitação era algo mais que um fenômeno de magnetismo simples ou força de atração magnética. Muitos outros exemplos podem ser citados: no Brasil, nos anos de 1920, o médium brasileiro Carlos Mirabelli; na África do Sul, em 1906, a adolescente Clara Germana Cele.
Em meados do século XIX, Louis Jacolliot, chefe de justiça de Chandernagore, viajou por toda a Índia para aprender mais sobre os maravilhosas capacidades dos faquires. Ele testemunhou muitos fenômenos extraordinários. Em Varanasi (Benares), encontrou o faquir Covindasamy, que realizou vários feitos paranormais entre os quais, a levitação. Covindasamy podia ficar suspenso por 20 minutos ou mais.
O jornalista americano John Keel, em viagem a Sikkim, 1950, encontrou um velho lama que demonstrou sua habilidade em levitar: "Colocando a mão no alto de seu bastão de 1,5m e lentamente foi-se elevando do chão enquanto mantinha suas pernas cruzadas"; e o lama continuou a conversar daquele modo, suspenso no ar.
O QUE DIZ A CIENCIA?
Fazer objetos levitarem somente com o som parece ficção científica, mas não é. A levitação acústica é uma área pesquisada há algumas décadas com pequenas partículas, mas somente nos últimos anos está tendo resultados positivos com massas muito maiores. Diversos centros de pesquisas pelo mundo estão, cada vez mais, trabalhando com a levitação acústica. Enquanto estive no ICSV 24 (International Congress on Sound and Vibration) tive o prazer de conhecer e conversar um pouco com o Prof. Dr. Marco Aurélio Brizzotti Andrade que é professor da USP no instituto de física. Ele concedeu uma entrevista, a qual trago aqui pra vocês. Prof. Marco falou um pouco sobre a experiência dele na área de levitação acústica e de sua visão sobre a educação e pesquisa no Brasil. Mas antes vamos ver melhor como funciona a levitação acústica.
AFINAL, O QUE E A LEVITACAO ACUSTICA?
Um dos primeiros levitadores acústicos foi descrito na literatura científica em 1933 por pesquisadores alemães. O levitador acústico é composto de duas partes, um emissor de onda sonora e um refletor. O emissor, semelhante a um alto-falante, emite uma onda que irá encontrar o refletor e ela será refletida. Nisso haverá uma superposição de ondas, da incidente com a refletida, gerando uma onda estacionária. Esta última possui diversos nós e anti-nós de pressão. Assim que entra a “mágica”, existe um fenômeno chamado força de radiação acústica que empurra a partícula para o nó, podendo assim vencermos a força gravitacional e levitar o objeto. O princípio por trás da flutuação das partículas continua similar para a maioria dos levitadores atuais.
O problema é que ao gerar a ressonância o transdutor e o refletor precisam ficar separados por uma distância específica. O valor precisa ser um múltiplo de meio comprimento de onda. Essa regulação torna difícil o transporte de partículas, pois qualquer movimento de uma das partes do equipamento interrompe a ressonância e, consequentemente, a levitação.
CONHECA A OPINIAO DE QUEM TRABALHA NO ASSUNTO:
Além da levitação acústica conversamos um pouco sobre como está a pesquisa no Brasil. Algumas áreas da acústica já se encontram em níveis internacionais mas boa parte delas ainda deixa a desejar. Para nos elevarmos à níveis internacionais devemos incentivar a pesquisa e o estudo desde a base educacional (ensino fundamental/médio). Essa busca não é somente na escola, hoje em dia deve-se sempre pesquisar além, como em artigos, livros e na internet. Você pode ver a entrevista completa com o Prof. Marco logo abaixo